sexta-feira, 13 de junho de 2008

Obesidade Infantil


Tem-se assistido a um crescente aumento da obesidade infantil e é actualmente um dos grandes problemas de Saúde Pública nos países industrializados.
Segundo a comissão Europeia, Portugal está entre os países europeus com maior número de crianças com excesso de peso. Mais de 30% das crianças entre os 7 e 9 anos tem excesso de peso ou são obesas.
Alguns estudos concluem existir 5 a 25% de responsabilidade genética na ocorrência de obesidade infantil. Contudo, são os factores ambientais, nomeadamente comportamento alimentar e exercício físico, que exercem a maior influência na magnitude da expressão clínica da doença. A maioria das crianças come muito e mal! Fazem uma alimentação com baixo consumo de fibras (poucos vegetais e fruta) e com excesso de açúcar (refrigerantes, bolos, doces…), gorduras saturadas (batas fritas de pacote) e sal. A esta alimentação desequilibrada associa-se o sedentarismo e a reduzida prática de exercício físico, a qual pode ser atribuída: diminuição de espaços livres apropriados para actividades ao ar livre, associado a um aumento da insegurança, que favorecem a permanência em casa e ao aparecimento de actividades lúdicas mais sedentárias e acessíveis a uma grande parte da população, entre os quais a Televisão e os jogos de computador.
É imprescindível o envolvimento da família, professores e de todos os prestadores de cuidados às crianças e adolescentes na mudança de hábitos e comportamentos. É a adopção de hábitos saudáveis a melhor medida de prevenir e tratar a obesidade.
Durante a infância e adolescência não se recomendam dietas restritivas, porque as crianças estão em desenvolvimento e não podem privar-se dos principais nutrientes.
É preciso é que as crianças aprendam e tenham uma alimentação saudável.

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